sexta-feira, 23 de março de 2012

1 ano de blog!

Parabéns para todos para o parto do blog 'A Cara da Mãe', um espaço de troca que já vive nas minha lembranças. Seja essa a primeira de mutias outras retrospectivas...

Vi meu corpo se re-inventar em 9 meses.
Vi um novo mundo me chamando de 'mãe' e perguntando sobre o desenvolvimento da Serena.

Mágico?! SIM. Perfeito??? NÃO!!!
Elejo como maiores incômodos o enjoo do primeiro trimestre e as 11hrs de contrações sem anestesia. Mas valeu a pena: o saldo fica cada dia fica mais positivo!!!

O que antes tinha um grande ponto de interrogação agora já tem algumas explicações...

Virar mãe também gerou créditos em outros 'núcleos emocionais'. Uma certa compaixão impulsiva me fez olhar para pessoas e pensar 'esse aí também já foi pequeninho e carregado por uma mulher que virou mãe assim como eu'.

Na barriga a Serena morou por 38 semanas. Agora caminha para seus 7 meses e começou a comer papinha-suco-fruta. Um moça disfarçada de neném. Sorri muito e também grita bastante quando tem fome e sono. Uma crise de choro parece ensaiar falar mamãe e papai... Presente da natureza divina. rs




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

leite complementar

Fica a dica: sim é normal o recém-nascido perder peso na 1ª semana. Porém, é preciso ter atenção!

Mesmo mamando em 2 em 2 hrs, numa média de 40 minutos, em 2 dias pós parto a Serena perdeu 300gramas (percentual de peso que deveria perder entre 7 e 10 dias).

Seguindo orientação médicas, quando ela estava com 6 dias e ainda com perda de peso, começamos o leite complementar junto da mamada-tradicional.

Por se tratar de uma recém-nascida, ela poderia achar a mamadeira mais fácil do que o peito e só querer mamadeira. Então, seguimos a orientação médica de usar copo ou colher em vez da mamadeira.



Além de ajudar a estimular a produção de leite, ao usar as bombas de tirar o leite eu consegui fazer aleitamento complementar: um pouco do meu leite e um pouco do leite em pó. Foram 15 dias e 2 latas e meia para o peso ficar saudável. Desde então a Serena voltou a mamar só no peito.

Nosso kit: 2 tipos de bomba, copos para beber e de dosagem e leite em pó específico. 
Como nesse meio tempo machuquei o seio, usei bico de silicone. 
Assunto para o próximo post...
Outros assuntos vieram e esse não foi o próximo post, mas foi escrito aqui
http://acaradamae.blogspot.com.br/2012/05/bico-de-silicone-para-amamentar.html




terça-feira, 15 de novembro de 2011

Parto e a Hora H


Perto das 11hrs de contrações, o parto em si foi 'rápido': 10 minutos no máximo. Já tive prisão de ventre piores... rs 

O desfio é conseguir fazer força durante a contração. Na segunda tentativa conseguimos. A Serena saiu e veio pra cima de mim, de olhos bem abertos, em silêncio e observando tudo e a todos. Dei boas vindas verbalmente. Porém, emocionalmente eu só conseguia sentir a dor passou!!!

Levaram a Serena e eu continuei na sala operatória. Como assim?! Não gostei nada de descobrir que ainda teria que ficar para levar os pontos no períneo por volta de uns 20 minutos com pernas pra cima depois de 11hrs de contrações virei uma bomba de cansaço + estresse + impaciência + fome. Pra completar a minha equipe conversando sobre o pé frio que os levaram a fazer parto de madrugada. (aí que saudade do médico preferido...). 

Depois dos pontos e da fralda(?!) voltei para o quarto... Estava furiosa de fome porque não deixaram eu comer, porque caso houvesse uma urgência para fazer uma cesária eu teria que estar de estômago vazio. Entre uma mordida e outra, caiu a ficha quando a minha amiga Mariana falou ''A Serena é linda''. Aí fui lembrando a parte positiva de toda aquelas 11hrs de dor. Ainda aguardamos mais uns 20 minutos a chegada da Serena no quarto de banho tomado e roupinha rosa. 

Eis que finalmente, sem dor e sem fome, começo a sentir e curtir a chegada da Serena fora da minha barriga. Começávamos outra jornada a amamentação...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Parto e Equipe

Assim que cheguei fiquei fui fazer o exame de toque e depois o eletro do bebê. Alívio em saber que estava tudo bem.

Tinham 2 médicos de plantão e eles não me perguntaram qual eu preferiria e eu não raciocinei de pedir oficialmente o que eu preferia. Acabou que quem conduziu o parto foi o médico quem eu menos simpatizei. Acredito que devia ter esclarecido minha preferência quando estava mais lúcida no início das contrações. A dor não me deixava pensar direito. rs

Enfim, com o ok dos exames fui para o quarto no aguardo da dilatação chegar a 10 para o parto acontecer. Ainda estava com 2 quando cheguei...

Em pouco tempo um time pessoas uniformizadas ficam num entra e saí do quarto. Algumas tinham a educação de bater antes de entrar e eram super-fofas. Já outras só faltavam chutar a porta e exibiam má vontade e indisponibilidade. Aí comecei a selecionar a interação com essa 'equipe', principalmente quando a 'tia da limpeza' dizia que eu sofrer muito e que deveriam ter colocado não sei o que no meu soro... Trauma dela! Ainda bem que em seguida o médico preferido chegou e esclareceu as coisas.

Paralelo aos profissionais em companhia, além da Serena minha filha, tinha o Vicente= marido-pai e Mariana= uma amiga de 17 anos. No quarto que ficamos antes do parto eles dois puderam me fazer companhia. Porém, apesar de ser lei na hora do parto ter um acompanhante na sala de operação: o hospital não incetivou, o pai não revindicou e eu esqueci de raciocinar meu direito. A dor não me deixava pensar direito². rs


Parto e Contrações

O programado era ser normal, mas queria anestesia para ajudar nas dores. Só que o hospital que eu fui, o parto normal quer dizer natural = sem anestesia. O que só descobri na hora. As contrações foram suportáveis no início e com muita dor no final. Sei que nenhum remédio elimina 100% as dores das contrações, mas acredito que algum conforto a mais deve ter.

Acredito que o que prolongou o tempo das contrações foi o fato de eu deitar quando cheguei no quarto. Percebi que a preocupação dos médicos era que eu não exagerasse na agitação. Já que até mesmo a força de fazer cocô poderia fazê-la sair no vaso mesmo.

Só quando eles viram que fiquei muito tempo sem progredir na dilatação foi que me incentivaram o banho quente e quicar na bola. Mas a dor não me deixou pensar, quando a contração passava só queria apagar. Ao mesmo tempo sabia que me movimentar ajudaria acelerar a dilatação. Então, consegui pelo menos tomar algumas duchas quentes.

2 dicas sobre a ducha quente nesse momento:
* levar um banco ou cadeira do quarto mesmo para tomar a ducha sentada, sentir contração forte e ainda ter que ficar em pé não é confortável...
* caso de dia frio ou o sereno da madrugada levar toalhas (plural) e/ou roupão para não se enxugar em toalhas molhadas
* o soro saí do tripé! rs Se alguém carregar para a grávida só o saquinho do soro facilita o deslocamento para o banho...

foto que usei no documentário que dirigi rs
TPM Tradição, Preconceito e Machismo
http://youtu.be/NMBLlCeo6Xo



domingo, 13 de novembro de 2011

Parto e adereços


Como falei no post anterior identificar meu trabalho de parto evitou eu sair com pressa de casa. Como marinheira de primeira viagem senti falta de fazer uma lista de check list além da mala arrumada. Por exemplo: esqueci o cartão da câmera fotográfica, os últimos exames e as ultras, papel higiênico, sabonete, toalha pessoal... A sorte é que a maternidade era perto de casa e o marido conseguiu dar uma fugida em casa para pegar os esquecidos. rs

Coisas que lembramos levar: laptop com internet e músicas para relaxar (na medida do possível), livrinho espiritual, perfume natural inseticida, desodorante, oração da nossa senhora do bom parto, camisolas, remédios (trato hipotiroidismo independente da gravidez). 

No 2ºdia adaptamos um lanche extra no frigobar: leite em pó, pão de forma e requeijão/polenguinho.

A mala da Serena foi compacta. Roupas: pagão (roupinha de recém-nascido), coeiro (um tipo de manta para fazer o pacotinho) e fraldas de pano. Para trocar fraldas: levamos 2 tamanho de fralda ( recém nascido e pequena),  creme para assaduras e trocador (da madrugada quem trocava a fralda era eu e o pai dentro do quarto). Para colocar no bercinho do quarto levamos o rolinho e mosqueteiro (que originalmente compramos para o carrinho). Levamos o brinquinho a toa porque agora a maioria recomenda só furar a orelha após no mínimo 6 meses, tem farmácia que só fura com 1 ano.

primeiras horas da  Serena.... Gamei na hora! rs

sábado, 12 de novembro de 2011

Parto Anunciando

Boa tarde blog! A Serena fez 2 meses essa semana e cada vez mais adaptadas achei um tempo para fazer um resumo a partir do dia do parto... Hoje é o primeiro post!

***************************************************

Como percebi o trabalho de parto pelas contrações 

As primeiras contrações não doeram, só percebia porque o médico me explicou quando a barriga fica dura é uma contração. A famosa cena da bolsa estourar só aconteceu uns 40 minutos antes do parto depois de 11hrs de trabalho de parto. 

Vídeo sobre o assunto no programa mãe e cia no gnt:

As últimas semanas da gestação é comum ter contrações, na 34ª e 35ª semana sentia de 2 a 4 contrações por dia. O parto foi na 37ª semana: o início da semana tive umas 10 contrações por dia, no meio da semana começou tive contrações de uma em uma hora e quando ía começar a 38ª semana o trabalho de parto se confirmou quando tive 2 contrações num tempo menor que 10 minutos. O relógio de pulso foi um objeto que me ajudou a não perder as contas.

Enfim, o bom de perceber as contrações nas primeiras horas do trabalho de parto foi consegui sair de casa sem pressa. Tive 'tempo' até para imprimir essa foto para ficar na porta do quarto da maternidade. rs


próximo post do meu resumo: ''a chegada na maternidade...''





quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pq o pediatra me chama de mãe?

Tenho essa lembrança desde que eu era criança e ía ao pediatra e via o mundo de gente sem entendê-lo muito bem: por que aquele médico-médica chamava a minha mãe de mãe se ele não meu irmão-irmã?!

A geração mudou e o hábito continua, só que eu eu faço parte desse mundo de gente grande e ainda assim acho estranho aqueles adultos vestido de branco me chamando de 'mãe'. E algo me diz que o hábito se estende a escola também.



E por que o pai também não tem o mesmo tratamento? Pelo menos o meu marido nunca foi chamado de pai numa consulta.

Pode até parecer loucura da minha parte, mas acho que só os filhos deviriam chamar seus progenitores pelos nomes mágicos de pai e mãe. Já é tanta coisa torta p/ explicar, pra que mais essa: '-olha minha filha essa pessoa me chama de mãe mas eu não sou mãe dele...'

Juro que na próxima consulta vou perguntar o por que disso... rs

bjs

terça-feira, 1 de novembro de 2011

''Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. ''

'' A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. 
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. 

Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.


Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. 

Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. 
Aí você curte tudo, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. 

E termina tudo com um ótimo orgasmo! 
Não seria perfeito? ''
Charles Chaplin

domingo, 23 de outubro de 2011

Campanha 6meses de licença maternidade

fonte do texto em http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=licenca6meses&ext=html


Benefícios da Amamentação Exclusiva por 6 meses
A Parto do Princípio está mobilizando uma campanha nacional para aumentar a licença maternidade de 120 para 180 dias. Convidamos homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, a cobrar seus deputados federais para que estes aprovem o Projeto de Emenda Constitucional nº 515/2010, que tem como objetivo alterar, na Constituição Federal, a duração da licença maternidade.

Somos favoráveis que a licença maternidade seja de seis meses (180 dias) porque esse período é, de fato fundamental para que toda família adapte-se à chegada do bebê. Além disso, nesses primeiros seis meses de vida, como inúmeros estudos já comprovaram, a alimentação do bebê deve ser exclusivamente o leite materno – o que deixa evidente a dependência do bebê em relação à sua mãe durante esse período.

A legislação brasileira garante licença maternidade de quatro meses para todas as mães trabalhadoras, mesmo que seus bebem sejam adotivos. Esse período, de fato, é fundamental para a família, mas não é suficiente para garantir o desenvolvimento emocional, físico e imunológico do bebê, bem como para o estabelecimento da amamentação exclusiva, o bem-estar materno e paterno e um retorno saudável e eficiente para o trabalho.


O aleitamento materno tem papel crucial nesse começo de vida. Sua função não se restringe à alimentação do bebê, mas se estende ao estabelecimento do vínculo com a mãe e à formação do sistema imunológico do bebê. Quando a mãe amamenta, produz inúmeros benefícios, como proteger a criança de doenças (infecções, doenças atópicas e diabetes mellitus), garante seu desenvolvimento físico e motor (desenvolvimento da musculatura oral interna e externa, desenvolvimento ortodôntico, reflexos de sucção e de deglutição, desenvolvimento respiratório, dentre outros), seu desenvolvimento emocional (formação de vínculo, autonomia), promove melhor desenvolvimento neurológico (desenvolvimento cognitivo) e ainda a mãe se beneficia com o retorno de seu organismo que se modificou durante a gravidez (peso, tamanho uterino, alterações hormonais), protege-se temporariamente de uma nova gravidez, protege-se de possíveis doenças futuras (câncer de mama e de ovário, fraturas no quadril e osteoporose) e ainda, a amamanetação facilita o estabelecimento do vínculo com seu bebê, que promove maior segurança na sua nova função de maternar.

Bebês alimentados artificialmente têm maior risco de contrair: Infecções gastrointestinais, infecções respiratórias, enterocolite necrosante, infecções de ouvido, alergias (eczema, asma e dificuldade respiratória), diabetes.

Hoje, sabe-se que todos esses benefícios são ainda maiores quando a amamentação exclusiva estende-se até o sexto-mês de vida da criança. E é por esse motivo que está tramitando um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 515/2010) que pretende tornar obrigatória a licença maternidade de 6 meses para todas as trabalhadoras.

Lembre-se: a amamentação exclusiva pelos 6 primeiros meses evita a morte do bebê! Crianças menores de 6 meses que não mamam no peito têm 84% mais chances de quadros de diarréia em comparação com aquelas que são alimentadas exclusivamente com leite materno.

Além disso, o que é nítido em termos de políticas públicas, é que o aleitamento materno exclusivo, ao proteger mãe e bebê física e emocionalmente, diminui os custos do governo com remédios, tratamentos, leitos hospitalares e remuneração de profissionais de saúde para tratar doenças que acometem mais freqüentemente os bebês que não foram amamentados e as mães que não puderam amamentar. Diminui também os gastos do governo com fórmulas artificiais, sobretudo as fórmulas artificiais específicas (anti-alergênicas e probióticas), uma vez que o leite materno é o alimento ideal para o bebê.

O aumento da duração da licença maternidade de 4 para 6 meses contribui também para o meio ambiente, devido à redução da fabricação e uso de materiais danosos ao meio ambiente, como produção de materiais plásticos (mamadeira que advém de recursos do petróleo), assim como o uso de combustível e água usados na preparação de fórmulas artificiais.

A amamentação pode é considerada uma das estratégias de maior e melhor custo-benefício. Com o aleitamento materno todo mundo sai ganhando: famílias, governo e patrões economizam. Criança que mama no peito fica doente menos vezes e, como conseqüência os pais gastam menos, sentem-se mais seguros, faltam menos ao trabalho e solicitam menos vezes os serviços de saúde.

A amamentação precisa ser protegida e apoiada! Nossos filhos têm direito à saúde e o Estado tem o dever de dar condições para que isso possa ocorrer.

E essa deve ser uma luta de todos nós! Cuidar de nossos filhos é investir no futuro!


Reaproveitar o berço



como dizem q td passa rápido, já vou pensando em soluções ecologicamente correta para o que ñ tiver + utilidade
rs

http://www.craftynest.com/2009/07/craft-and-tool-station/